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1º Salão de Fotografia do Recife revela diversidade e representatividade entre selecionados

Exposição abre ao público em 26 de abril, valorizando inclusão e diversidade com maioria de mulheres, negros e LGBTQIAPN+ entre os selecionados


Imagens selecionadas para o 1º Salão de Fotografia do Recife
Imagens selecionadas para o 1º Salão de Fotografia do Recife

O Recife acaba de dar um passo significativo na valorização da fotografia contemporânea com a divulgação dos selecionados para o 1º Salão de Fotografia do Recife. O resultado, anunciado na última quarta-feira (26/03), revela uma curadoria plural e representativa, com destaque para a presença de mulheres, negros e pessoas LGBTQIAPN+ entre os escolhidos.


A abertura oficial da exposição está prevista para o dia 26 de abril, e promete consolidar o 1º Salão de Fotografia do Recife como um marco de inclusão e representatividade na cena cultural pernambucana.


O projeto foi idealizado  pelo fotógrafo Ronald Cruz, com apoio da Secretaria de Cultura, Fundação de Cultura Cidade do Recife e Prefeitura do Recife, através do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC). Ao todo, foram 78 inscrições para 15 vagas, refletindo um forte engajamento da comunidade artística local.


Segundo Cruz, o resultado final é uma conquista para a inclusão na arte. “Dos selecionados, 53,3% são mulheres cisgênero, e mais de 60% são pessoas negras. Esse protagonismo feminino e a presença marcante de artistas negros demonstram nosso compromisso com a diversidade e com a valorização de identidades historicamente marginalizadas. Em pleno mês de março, é fundamental destacar a força das mulheres na cena fotográfica local”, pontuou.


Trajetórias e olhares diversos


O grupo de selecionados reúne fotógrafos de diferentes idades, contextos e perspectivas, apresentando um mosaico visual que transita entre registros documentais, narrativas afetuosas e abordagens artísticas arrojadas.


Entre os destaques estão Juliana Amara, que retrata memórias felizes de pessoas negras, e Antônia Lacerda, universitária de cinema que explora as vivências trans no Recife. Ayandson Melo fotografa a resistência da comunidade de Brasília Teimosa, enquanto Ayla Obi celebra duas décadas de carreira com imagens que mesclam realismo fantástico e vivência urbana.


Crysli Viana, jovem de 20 anos, evoca a ancestralidade afro-brasileira e a força do maracatu, enquanto Dudu Silva homenageia os orixás em uma estética urbana e vibrante. Já Emidio Freitas revela a poesia dos gestos cotidianos e Ester Menezes, mulher indígena Xukuru, registra as infâncias indígenas pelo Brasil.


A diversidade de gênero também está presente com Anne Lírio (Fotransgrafia), travesti negra que homenageia Oxum com fotografias captadas no Coque. O recorte urbano ganha vida nos trabalhos de Henrique, que transforma espaços comuns em arte, e Luiz Felipe Bessa, que dá visibilidade aos trabalhadores das águas urbanas.


Riqueza cultural e ancestralidade


O salão também valoriza a herança cultural dos povos tradicionais, com 20% dos fotógrafos pertencentes a comunidades originárias, incluindo 6,7% de indígenas e 13,3% de pessoas de terreiro. Essa diversidade amplia as conexões estéticas e políticas da exposição, promovendo um diálogo visual entre espiritualidade, ancestralidade e resistência.


O concurso vai premiar os três melhores colocados com valores em dinheiro: R$ 2 mil para o primeiro lugar, R$ 1,5 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro. Além disso, haverá um prêmio popular de R$ 500, escolhido por votação através da página oficial do projeto no Instagram.



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