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Sinta os efeitos dos afetos em “Andorinha” e “Rafaela”, produções audiovisuais da Banda Mascates

Com um respiro à rotina e ode à cumplicidade, grupo Mascates vibra nas frequências sonoras pernambucanas enquanto apresenta uma nova fase na carreira

Três integrantes da Banda Mascates, Beto, Refael e Felipe, posicionados do lado direito enquanto olham em direção a câmera. Já do lado esquerdo está João em pé de olhos vendados.
Foto de estúdio para promover o single "Andorinha". Imagem: Reprodução/Tiago Calmo

Para o público, fevereiro e março ficaram marcados com o lançamento de duas produções sonoras singulares que se completam. “Andorinha” e “Rafaela”, da Banda Mascates, já estão disponíveis nas plataformas de músicas digitais e contam com um videoclipe no YouTube cada.


Nos singles da banda pernambucana, referências do rock e pop alternativo do exterior foram a base para que os integrantes experimentassem sonoridades próprias do Estado e pensassem na complexidade das relações humanas. Toda essa reflexão é percebida nas canções com os efeitos positivos dos afetos. 


O grupo é formado por três irmãos de sangue, Beto Menezes (vocalista e guitarrista), Rafael Menezes (guitarrista), Felipe Menezes (baixo), além de um amigo - que é quase um quarto irmão - João Mesquita (baterista). Assim, a banda carrega, desde o início,  em 2014, a dinâmica das cidades-irmãs Recife e Olinda como inspiração, e traduz essa dualidade de maneira positiva em um estilo sonoro particular, mas difícil de enquadrar. 


Em entrevista exclusiva para a Manguetown Revista, o vocalista Beto e o guitarrista Rafael compartilharam sobre as intenções e o processo criativo do single duplo, produzido por Iuri Brainer e dos videoclipes, dirigidos por Júlio Santos. Eles saíram em defesa da coletividade ao passo que dizem muito sobre a identidade atual da banda e as novas cores do segundo álbum que pretendem lançar em breve.


“A identidade da banda Mascates está primordialmente na sonoridade dos trabalhos que temos feito com as referências diversas de vários lugares do Brasil. Somos MBP, Música Brasileira Pernambucana”, defendeu Beto.

Essa versatilidade tem sido o motor da banda, que dá a possibilidade para as músicas abordarem temas universais e pessoais ao mesmo tempo. Em “Andorinha”, a busca por conexão em tempos de intensas jornadas de trabalho e um mundo cada vez mais fragmentado. Já em “Rafaela”, o foco está nas dinâmicas dos relacionamentos, definidos por Beto como “parcerias de vida”.


“Lembre-se: uma andorinha não faz verão sozinha”


Videoclipe "Andorinha" disponível no YouTube

Nesta crítica à desconexão dos membros da sociedade ambientada por uma melodia latina enriquecida pela cumbia e carimbó, o quarteto relembra que “uma andorinha não faz verão sozinha” e a vida, bem como uma manhã de sol na orla de Olinda é mais gostosa de se viver em companhia. Em meio ao “cansaço” de um “caminho assombrado pela fadiga”, reconhecem que a solidão pode ser inevitável, mas que “viver sem afeto” está longe de ser considerado vida.


Entre uma manhã na praia e cenas captadas no estúdio, a narrativa do clipe se constrói. A sobreposição de uma lente cybershot e outra mais moderna cria uma representação simbólica do contraste entre o passado, cheio de simplicidade, e o presente, marcado pelas tecnologias e pressões sociais. Enquanto no estúdio transbordam seriedade e melancolia, as imagens feitas na praia, com o sol do verão, reforçam que para deixar o coração aquecido também é preciso calor humano.


“O antolho nos olhos se refere às pessoas que estão cada vez mais nos mundinhos particulares da tela de um celular, por exemplo, e deixam de observar ao redor. Consequentemente as relações humanas ficam mais escassas e distantes”, pontuou Rafael.

Por fim, “Andorinha” surge como um convite para um respiro. A bordo do barco “luz do sol” que gira mostrando, de forma inteligente, os prédios da orla do município e a imensidão do mar sugerem se desprender da rotina para mergulhar na imensidão da liberdade. Tudo isso como uma andorinha que se fortalece ao voltar para o aconchego dos laços que constituem o próprio lar. 


“Colorido é a cor do amor” 


Videoclipe de "Rafaela" disponível no YouT

O sol de um dia na praia se traduz no vestido amarelo de “Rafaela” que ilumina, dessa vez, a noite nas ladeiras de Olinda. No single, que surge como um new brega, as antigas e novas sonoridades dão lugar ao swing responsável pelo clima do clipe para o casal retratado na filmagem se permitir sentir. 


Apesar de retratar um casal, a produção se expande para outras relações. Por este motivo, a música traz à tona o desejo de estar perto e compartilhar momentos simples e profundos, como dividir um litrão numa noite de Olinda, em que a sensação de pertencimento e intimidade se mistura ao calor da cidade. 


"Rafaela", assim como "Andorinha", não apenas faz refletir sobre a importância dos afetos, mas também sobre os efeitos profundos de se permitir viver essas experiências emocionais intensas. Quando estar perto se torna a única vontade, quando o calor do afeto aquece um coração, "Rafaela" se transforma em uma ode à entrega e à conexão humana. É, no fundo, a celebração de um amor que se torna pleno ao ser compartilhado. 



Seja na capa dos singles em que as cores dão vida aos desenhos antes preto e brancos, nas letras um tanto melancólicas que são logo substituídas por um refrão esperançoso, ou no conteúdo dos videoclipes que utilizam um jogo de iluminação colorido para dinamizar, a intenção não passa despercebida: mostrar que o “colorido é a cor do amor”, como bem caracterizou Rafael. Assim, os artistas mostram que as relações humanas são fundamentais para que a vida tenha cor e mais sentido. 


Disponíveis nas plataformas de streaming e de vídeo, “Andorinha” e “Rafaela” aparecem como um prolongamento do carnaval. Então, para acompanhar “a folia” da banda o ano inteiro, acesse as redes sociais do quarteto: @bandamascates



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